Considerações Finais: Homenagem ao Povo Colombiano
Esta viagem à Colômbia me deixou muito feliz. Primeiro, por ter sido muito mais do que eu esperava; segundo, por ter ajudado (espero) a desfazer preconceitos e temores existentes em mim e nos leitores, pelo que eu vi nos comentários. Como eu mesmo escrevi na primeira parte dessa jornada, “Para muita gente, quando se fala em viajar até a Colômbia, o que vem à mente é um país violentíssimo, dividido em uma guerra civil que já se arrasta há mais de 40 anos, com atentados e tiroteios em qualquer lugar. Eu mesmo pensava assim e, até uns dez anos atrás, isso não deixava de ser verdade (…)”.
Antes de continuar, gostaria de conversar “virtualmente” com vocês, numa mesa de chope. Eu pago.
Não sou dado a excessos emotivos, nem ao que se pode chamar de “pataquadas”, especialmente quando escrevo neste blog. Respeito quem é assim, mas esse é o meu estilo. Porém, não me furto a esculhambar – o termo é esse mesmo – acontecimentos que superam em horror e desrespeito a nossa já tradicional miséria cotidiana, como aqui, aqui (prestem atenção na data) e aqui. Mais uma vez, isso sou eu. Evidentemente, não acho que alguém tenha obrigação de me acompanhar, nem quero ser líder ou guru de ninguém.
Sou agnóstico – considero que “a compreensão dos problemas metafísicos, como a existência de Deus, é inacessível ou incognoscível ao entendimento humano na medida em que ultrapassam o método empírico de comprovação científica. Assim, o conhecimento da existência de Deus é considerado impossível para agnósticos”. Isto é ficar em cima do muro entre ateus e crentes? Não, é simplesmente reconhecer que nossa mente é incapaz de provar a existência (ou não) de um Deus ou Deuses.
Se dizem que depois dos trinta, o indivíduo não tem mais o direito de ser ingênuo – aí é burro mesmo – que dirá chegando aos quarenta, como eu. Como disse Paulo Francis numa citação, “morrer é como antes de termos nascido” – P.F., 30 Anos esta Noite, Cia. das Letras, 1994.
Mas sigo o Pedro Doria, ateu, quando ele diz que “não faço a linha Richard Dawkins, que acha que a religião é um mal a ser extirpado do mundo“. Concordo. Apesar de séculos de intolerância e crueldade (como bem mostrou o Museu da Inquisição em Cartagena), que ainda persistem em setores retrógrados da Igreja Católica e das outras diversas religiões, a verdadeira fé é algo bonito de se ver.
Mas um momento em especial me emocionou nesta viagem – uma imagem, captada no lugar e tempo corretos, que fiz questão de deixar para o final.
Pois viajei para um país que foi literalmente sequestrado durante anos por psicopatas vagabundos, à “direita” e à “esquerda”, tudo em nome da “ideologia” – essa palavrinha muito bonita que serve de cobertor para as maiores atrocidades cometidas neste e no século passado. Um país que por pouco, não se tornou o Sudão da América do Sul, e que só agora começa a se recuperar. Pois encontrei pessoas alegres, uma belíssima cultura, cidades vibrantes, paisagens maravilhosas. Digo isso porque estive só nas áreas turísticas? Não. A Colômbia ainda tem suas mazelas, entre elas o maior número de refugiados internos do mundo – milhões de seres humanos postos a correr de suas casas, devido aos senhores que se acham acima do bem e do mal.
A guerrilha continua, nas selvas amazônicas, fazendo a “luta revolucionária” – sequestrar pessoas, exigir resgates e vender uns quilos do ”branco” e do “preto” por fora. Deve ser isso que Marx chamava de “acumulação primitiva do capital”. Mas tomou bastante porrada no ano passado, e que continue assim.
Porém, basta lembrar que, até há uns anos atrás, pagava-se pedágio às AUC – Autodefesas Unidas da Colômbia, paramilitares de direita, que já se entregaram, na estrada para Cartagena. Basta lembrar que, até alguns anos atrás, 40% do território colombiano não estava em poder do Estado.
Por tudo isso, eis a foto que me comoveu, tirada no Castillo de San Felipe, e que vai como uma pequena homenagem ao povo colombiano:

Colômbia, que o sol brilhe por ti. E que sua sofrida gente encontre o caminho da paz e do desenvolvimento que tanto merece, mesmo depois de todos esses anos, assim como Florentino Ariza só encontrou seu verdadeiro amor, Fermina Daza, cinquenta e três anos depois.
Mas encontrou.











Assim como no D.O.M.,
O ambiente do salão principal já me pareceu um pouco mais sofisticado, tão aconchegante quanto o terraço. Curti tanto a decoração que resolvi perguntar quem era o culpado por ela e cheguei no renomado
Descobri ainda que no ambiente inferior, existe um bar e lounge para eventos com uma senhora adega. Deu vontade de se atirar ali na hora.
E não é que até o banheiro foi pensado nos mínimos detalhes para fechar com o conceito da casa? Sente essas folhas na pia.
Só depois de explorar todo o lugar, me aquietei pra fazer os pedidos. Nesse momento, já beliscava um pão quentinho com manteiga Aviação e bebericava uma boa
Meus sócios e amigos Guedes e Baccaro resolvem experimentar o menu executivo. Primeiro vinha uma salada verda com folhas verdes, palmito, tomate e cebola. E logo após, várias
Para acompanhar, serviam 3 tipos de carne que eram cortadas e finalizadas na mesa. Primeiro foi o
Olha o frango aí no prato abaixo. Logo após veio o
E por fim,
Diante de um cardápio tão cheio de elementos culturais, resolvi provar algo diferente. Fui no
Ah, e ainda tinham umas pimentas arretadas pra dar o toque final no prato. Fui bem de leve na malagueta.
A conta saiu 















A decoração e o clima são uma atração totalmente a parte. O atendimento é outro ponto fortíssimo e a trilha sonora é inspiradora, não tem como não curtir. Toda vez que vou lá eu babo nesse quadro gigante representando o personagem famoso que dá nome ao lugar.
O andar superior traz uma proposta que eu acho muito divertida: é nesse mesão coletivo, com as cadeiras altas e super confortáveis.
Não falei que a decoração e o clima eram uma atração? Então aqui vai a prova: essas mesinhas espalhadas no salão contrastam com umas poltronas de couro muitíssimo bem posicionadas.
Todos os dias, na hora do almoço, eles preparam um menu executivo com preço fechado e algumas opções. Sempre tem uma saladinha e nos dias frios as vezes rola uma sopinha de entrada. Nesse dia eu comi uma
O prato principal tinha a opção de escolher entre um entrecot, ou
O menu executivo não dá direito a sobremesa, mas como o preçinho é camarada, eu me dei de presente uma
Claro que meu grande amigo e companheiro de todos os dias não poderia faltar, senhoras e senhores, o
Bem, nem tão secret assim...